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Educação e descolonialidades dos saberes, das práticas e dos poderes

Artigo publicado na Revista de Educação Pública, sobre o Educação e descolonialidades dos saberes, das práticas e dos poderes, por Jandir João ZANOTELLI, Filósofo (UFPEL); graduado em Ciências Jurídicas e Sociais (UFPEL). Doutor em Filosofia da Educação pela Universidade Federal de Pelotas (1977). Professor aposentado UFPEL e UCPEL.

 

Resumo

Nossa educação expressa, reproduz e fundamenta a colonização que marca nossos saberes, práticas e poderes. A descolonização exige, por outro lado, consciência histórica das suas origens, caminhos, procedimentos e pressupostos. Autointitulada crítica, acentua subserviência e alienação. Nasce do projeto europeu imperial-mercantil-salvacionista, constituindo-nos em arquipélago de latifúndios monocultores, escravagistas e exportadores. Desvendar seu eixo articulador, o de Estado de Cristandade é preciso, confundindo-se propositalmente com a religião cristã. Fundiram-se neste colonialismo, perspectivas (ainda não superadas) do comunitarismo pré-semita e semita com a propriedade fundada na violência das armas e da lógica, reduzindo a ética à moral obediente aos interesses do colonizador. A superação da colonialidade se faz pela re-invenção da comunidade e de sua ética de respeito à outridade do outro.

Palavras-chave: Descolonialidade. Consciência histórica. Estado de Cristandade e Ética comunitária.

 

Acesse o artigo em .pdf no site: http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/educacaopublica/article/view/1749/1319