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Percepção do ambiente marinho por crianças no Rio de Janeiro, Brasil

Publicação de nova edição da Revista Biociências com artigo sobre percepção do mar por crianças através de desenho.

RESUMO

O desenho além de ser uma atividade lúdica é também uma forma de comunicação, sendo adotado como estratégia metodológica em estudos de percepção ambiental. A coleta de dados foi realizada no âmbito do Projeto Educação Ambiental Infantil em Praça Pública (EAPP). Ocorreu de dezembro de 2012-julho de 2013 desenvolvido no evento de trocas e sustentabilidade “Desapegue-se” na Praça Edmundo Rego. A metodologia constou de um facilitador que utilizando linguagem apropriada, solicitava que as crianças desenhassem o meio ambiente marinho em uma folha em branco. Atrás de cada desenho ele fazia anotações sobre o que a criança expressava no desenho. Uma entrevista semiestruturada foi aplicada as crianças e outra a seus responsáveis. Tanto a análise de conteúdo das falas das entrevistas e dos desenhos infantis se basearam em categorias previamente delineadas, segundo o referencial teórico. A amostra totalizou desenhos de 82 crianças. As crianças eram da faixa de quatro-doze anos, maioria meninas e todas moradoras da cidade do Rio de Janeiro. Eram originadas na maioria da zona norte (89%), onde foi desenvolvido o trabalho (bairro do Grajaú). Foram identificados 54 macroelementos, dos quais, 34% foram bióticos e 85% naturais As crianças veem o ambiente marinho como um local natural com organismos nele. Inversamente, observa-se pouca presença de elementos artificiais. Os resultados obtidos da análise dos desenhos demonstram que a percepção das crianças sobre o ambiente marinho é modelada principalmente pelas suas relações familiares.

 

O artigo está disponível para download em: 

http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/biociencias/article/viewFile/2109/1502