Você está aqui

Território, Ecologia e História Ambiental

‘O Brasil é um grande formigueiro’: território, ecologia e a história ambiental da América portuguesa, parte 1

(‘Brazil is One Great Ants’ Nest’: Territory, Ecology and the Environmental History of Portuguese America, part one)

 

Artigo de Diogo de Carvalho Cabral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em População, Território e Estatísticas Públicas (ENCE/IBGE), publicado na Revista Historia Ambiental  Latinoamericana y Caribeña (HALAC).

Neste artigo compósito, proponho uma leitura não-antropocêntrica da história territorial brasileira. Na parte I, reconstruo teoricamente o conceito de território de modo a ‘subjetificar’ toda e qualquer coisa terrena, descentrando a agência histórica. Paraisso, sugiro encarar o território como um campo vital contínuo (i.e., sem ‘buracos’), diversificado e todo-abrangente de que os seres humanos participam, como condição necessária de sua existência terrena. A partir dessa perspectiva, estar no território significa ‘vibrar’ na mesma faixa de frequência vital dos outros seres e coisas naturais, influenciando suas atividades e sendo influenciado por elas. Desenvolvida essa teoria, passo a utilizá-la, na parte II, para a construção de uma breve narrativa acerca do encontro e das adaptações recíprocas entre florestas costeiras, ameríndios, colonos neoeuropeus e formigas cortadeiras, durante a colonização portuguesa. A título de conclusão, ressalto o contraste entre a atitude ‘dialogal’ e a atitude ‘colonial’ com que ameríndios e neoeuropeus, respectivamente, participavam dos encontros ecológicos, mais-do-quehumanos, que proponho chamar de territórios. (parte II, próximo número de HALAC)

Acesse o artigo, através do link:   http://www.fafich.ufmg.br/halac/index.php/periodico/article/viewFile/118/138